Governo do Distrito Federal
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12/03/21 às 10h01 - Atualizado em 18/03/21 às 13h34

Conplan aprova projeto da rota cultural e turística na Vila Planalto

Benefícios incluem obras de urbanização, drenagem, sinalização turística, entre outros

 

LEANDRO CIPRIANO

 

 

O Conselho de Planejamento Territorial Urbano do Distrito Federal (Conplan) aprovou, por ampla maioria de votos, a primeira etapa do projeto do Percurso Turístico Cultural da Vila Planalto, que vai requalificar o espaço com obras de urbanização, drenagem, iluminação pública e sinalização turística e cultural.

 

Durante uma reunião virtual realizada nesta quinta-feira (11) pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), 31 conselheiros votaram a favor da proposta, que promete valorizar a história da construção de Brasília.

 

“Esse é um projeto de grande importância para o resgate e a valorização histórica da Vila Planalto. Como tem sido feito com outros setores centrais da capital federal, como as obras do Setor Comercial Sul, Setor de Rádio e TV Sul e W3 Sul, que já estão em andamento, com base em projetos elaborados pela Seduh”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Mateus Oliveira.

 

A primeira fase do projeto contempla 1,24 quilômetros de trajeto, que começa na antiga via L4, do balão da entrada da Vila, que constitui a rua de acesso ao Acampamento Tamboril. Percorre a parte interna da região, pela Rua 1, Rua DFL, Rua Emulpress, Rua Israel Pinheiro até o início da Praça Nelson Corso.

 

Conforme a proposta, ao longo do percurso que passa pelas ruas internas da Vila, o projeto traz o conceito de rua compartilhada, em que o espaço urbano é prioritário para pedestres e ciclistas, mas onde veículos motorizados também serão permitidos. Essas ruas passam a operar em sentido único, para reduzir os conflitos.

 

“Locais como Inglaterra, Estados Unidos e Holanda usam esse modelo de rua compartilhada. Em Londres, fizeram essa transformação em um trecho central da cidade e verificaram a redução de 40% no número de acidentes. Com a rua compartilhada, o carro reduz a velocidade porque percebe que lá ele não é prioridade”, informou a coordenadora de Projetos da Seduh, Anamaria de Aragão.

 

Relator do projeto, o conselheiro Wilde Cardoso, da Associação Civil Rodas da Paz, elogiou a relevância da proposta, especialmente no sentido da rua compartilhada tornar as calçadas espaços mais adequados aos pedestres e ciclistas.”Para que as pessoas que já utilizam as ruas possam ter um ambiente acessível, seguro, adequado, confortável. Ou seja, tudo aquilo que qualquer cidadão deve exigir”.

 

Outras melhorias

 

O projeto ainda contempla: o nivelamento de calçadas e faixas de rolamento; pisos táteis para melhorar a acessibilidade; arborização ao longo do percurso; mobiliário como bancos, paraciclos, lixeiras; e totens com sinalização turístico cultural, seguindo os moldes do Plano Diretor de Sinalização do Distrito Federal.

 

Também é prevista a implantação de redes de drenagens para reduzir problemas de alagamentos, a qualificação dos espaços urbanos e desenvolvimento social e turístico.

 

Ao todo, a rota cultural e turística da Vila foi dividida em três fases, que somam 2,69 quilômetros. Terá início e fim nos arredores da tradicional Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompéia, um marco cultural e arquitetônico da Vila Planalto, fundada em 2 de abril de 1959.

 

“A Vila Planalto é uma área muito importante para todos nós. É o marco inicial da construção de Brasília e, apesar dos problemas na conservação das edificações originais, tem uma ambiência de cidade do interior, e é um exemplo de resgate histórico que deve ser preservado”, ressaltou a secretária executiva da Seduh, Giselle Moll.

 

Ligação emotiva

 

A ligação emotiva com toda a história da Vila Planalto foi trazida pelo secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues, um dos relatores do projeto e membro do Conplan. Em tom poético, enalteceu a importância do local para a capital federal.

 

“Evocando a memória de tantos personagens históricos que viveram e vivem lá, ajudando a preservar a memória daquelas moradias, sons, sabores, cheiros e sensações, que se a gente fizer um esforço até pode ver Deus trocando um dedo de prosa com um sabiá-laranjeira ali no quintal. Nesse tom, é que votamos pela aprovação do projeto”, declamou Rodrigues.

 

As palavras do secretário emocionaram a conselheira e representante da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU-UnB), Gabriela Tenório, já que seu pai viveu na Vila Planalto por quase 20 anos. “É um lugar muito importante, e as pessoas que estão lá deveriam ser exaltadas. E pelas razões turísticas, isso mostraria todas as belas camadas que a Vila tem e o momento atual que ela vive também”, comentou.

 

Ovídio Maia, um dos conselheiros que votou a favor da proposta e representante da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF), parabenizou a todos os envolvidos do GDF pelo projeto. “É uma aula de preservação, bem estar e tudo mais em prol da sociedade. Ganhamos todos. Os relatores criaram um novo olhar para a requalificação dos espaços públicos. Um dia memorável”, elogiou.

 

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